freguesia de Vila Fernando | Arciprestado do Rochoso | Diocese da Guarda
25 outubro 2009
22 outubro 2009
uma simples história (d)
O SAPATO DO CORAÇÃO
Há sempre dois sapatos: o sapato esquerdo e o sapato direito.O sapato esquerdo calça o coração. O sapato direito joga futebol.Quando chove, os sapatos dão pontapés na chuva. Quando faz sol, os sapatos dão passeios aos domingos.À noite, quando tu dormes, os sapatos dão passos pela casa do teu sonho.Os sapatos, patos, patos, sapa, sapa, sapateiam.Com saúde, vão até ao fim do mundo. Doentes, vão até ao sapateiro.Três sílabas apenas: sa-pa-tos.Mas podem ter quatro sílabas se forem muito pequeninos: sa-pa-ti-nhos. E novamente três se forem muito grandes: sa-pa-tões.Os sapatos, na gramática, são uns brincalhões.Brincalhões, merecem brincar. Menino que não meteu os sapatos no frigorífico não merece sorvete no Verão.Não é asneira, não: são os sapatos no trapézio da imaginação.Vê lá tu: já houve um sapato com pregos que subiu ao monte Evereste.Nunca lá estiveste?Pena: ensina geografia aos teus sapatos até eles ficarem sem tacões.Enfim… faz tudo com os teus sapatos, sapatinhos, sapatões.Mas, se um dia endureceres e fores mau sem razão, tira o sapato esquerdo, põe o pé no chão…E ouve descalço o teu coração.
18 outubro 2009
DIA DIOCESANO DO CATEQUISTA em parceria com o DPJG e o SDPV, dia 7 NOVEMBRO na Guarda
Estão previstos ateliers como:
Multimédia na animação pastoral /
Como elaborar orações /
Utilização da Bíblia /
técnicas de animação ao ar livre /
técnicas de animação no grupo /
Música na animação Pastoral e na Catequese /
Reunião com pais /
Dança e expressão corporal na animação pastoral /
Iniciação ao Retiro /
Preparar a Catequese /
Pedagogia da Infância /
Pedagogia da Adolescência /
risoterapia /
dança contemplativa.
in site do DPJG
Início da Catequese de Infância e Adolescência 2009/2010
2. fazem-se as inscrições para o Ano 2009/2010;
3. distribuição dos vários grupos de catequese e marcação de horários;
16 outubro 2009
13 outubro 2009
o que é um amor verdadeiro...

Comentário ao Evangelho do dia feito por Beata Teresa de Calcutá (1910-1997), fundadora das Irmãs Missionárias da Caridade Something Beautiful for God (a partir da trad. La Joie du don, p. 49)
«Dai esmola do que possuís, e para vós tudo ficará limpo»
É preciso que não se satisfaçam com dar dinheiro; o dinheiro não é o suficiente, porque pode encontrar-se. É das nossas mãos que os pobres precisam para serem servidos, é dos nossos corações que eles precisam para serem amados. A religião de Cristo é o amor, o contágio do amor.Os que podem oferecer-se uma vida fácil têm sem dúvida as suas razões. Podem tê-la obtido pelo seu trabalho; só me encolerizo em face do desperdício, em face dos que deitam para o lixo o que poderia ser-nos útil. A dificuldade é que muitas vezes os ricos, ou mesmo as pessoas abastadas, não sabem verdadeiramente o que são os pobres; é por isso que podemos perdoar-lhes, porque o conhecimento só pode conduzir ao amor, e o amor ao serviço. É porque eles não os conhecem que não são sensibilizados por eles. Tento dar aos pobres, por amor, o que os ricos podem obter com o dinheiro. É verdade, não tocaria num leproso por um milhão; mas trato dele voluntariamente por amor a Deus.
29 setembro 2009
reflexo da peregrinação arciprestal
PEREGRINAÇÃO ARCIPRESTAL AO SANTUÁRIO DE CRISTO REI
11 agosto 2009
PEREGRINAÇÃO AO CRISTO-REI

PEREGRINAÇÃO ARCIPRESTAL
AO SANTUÁRIO DE CRISTO-REI
EM ALMADA
Está marcada para o próximo dia 26 de Setembro, sábado.
Para saber um pouco mais...
Celebrar o Coração de Cristo Rei é entrar numa história maravilhosa do amor de Deus pela Igreja e pela Humanidade. É importante ver como grandes santos e santas também contribuíram para esta história. Não menos importante é ir à Bíblia e encontrar as raízes da devoção ao Coração de Jesus e ouvir e meditar a palavras dos Papas acerca desta devoção e deste culto.
O Coração de Cristo Redentor, trespassado pela lança do soldado na tarde de Sexta-Feira Santa, e mostrado a Tomé na aparição de Domingo de Pascoela é algo extraordinário, pois é o símbolo do amor de Deus pela humanidade. Falar de Coração de Jesus é falar da sua Pessoa divina, que nos amou com todo o amor divino, todo o amor trinitário, e com todo o amor humano, pois Ele é Filho de Maria de Nazaré, verdadeiro homem. Trata-se, de facto, de contemplar o amor do Pai revelado no Coração de Jesus. Trata-se de contemplar cada cena do Evangelho e perceber que é Ele que ama, cura, perdoa, alimenta, dá a vida por todos. Deus é Amor, Deus é Coração, Deus Pai revela-Se no Coração de seu Filho.
O Papa Bento XVI, na sua primeira encíclica, “Deus é Amor”, cita por três vezes o Coração trespassado. Ele é a fonte da vida e do amor, da graça e da santidade, da paz e da alegria, da misericórdia e da união divina com o amor trinitário. Falar de Coração de Jesus é falar de Jesus que nos ama com todo o amor, é falar do Coração do Deus, e do Homem Jesus, Verbo do Pai e Filho de Maria. N’Ele, no seu Coração, formado pelo Espírito Santo no seio da Virgem Mãe, estão todos os tesouros da sabedoria e da ciência. Ele é abismo de todas as virtudes e oceano de todas as graças. É braseiro de amor que quer incendiar o mundo inteiro, o coração de cada homem e de cada mulher.
A devoção ao Coração de Jesus não é velharia de antigamente. Tem hoje toda a sua actualidade, pois estamos a falar do amor trinitário, de Deus que é Coração. Daí a necessidade duma evangelização a partir do coração, desse símbolo maravilhoso do amor. Daí a necessidade de uma catequese bíblica sobre o Coração de Jesus. Dai a urgência em contemplá-Lo, em louvá-Lo, em repará-Lo dos pecados do mundo. O Monumento a Cristo Rei tem a graça, tem a honra de ter como missão mostrar mais e mais ao mundo o mistério deste Coração de Cristo redentor. Mostrar e ajudar a que todos O amem, O venerem, O adorem, O louvem, O reparem dos inúmeros pecados do mundo. A devoção ao Coração de Jesus é a devoção ao Amor, a Deus que é Amor. Que grande espiritualidade tem este Santuário!!! Que dom e que graça Deus e a Igreja lhe concederam: ser sinal visível do amor e dar a conhecer o Coração que nos ama com amor infinito a todos os que o visitam, colocando-os no Seu Coração e incendiando-os no Seu amor, tornando cada peregrino apóstolo da esperança.
09 julho 2009
04 julho 2009
Normas Pastorais para a Celebração das Exéquias

Comunidades cristãs do Arciprestado do Rochoso
No momento em que algum dos nossos familiares e amigos parte para a eternidade,
muitas vezes não temos grande ocasião de pensar,
e por isso vale a pena ter bem esclarecidos alguns promenores.
1. Lugar da celebração
O espaço próprio da celebração das exéquias com Eucaristia é a Igreja Paroquial.
Ninguém deve estranhar que seja a Igreja Paroquial,
pois as capelas tornam-se demasiado pequenas
para acomodar todos os que acorrem à celebração
e que devem participar activa e dignamente nas celebrações.
A excepção só se verificará nas anexas que têm cemitério próprio.
2. Ofício de Defuntos
Para além da Eucaristia existem outras celebrações litúrgicas que podem ser feitas,
como por exemplo o Ofício de Defuntos.
Nas diferentes alturas do dia (Laudes de manhã e Vésperas de tarde), a
Liturgia das Horas ajuda também na oração por toda a Igreja e pelo irmão que faleceu.
3. O canto
O canto também faz parte da nossa acção de graças a Deus
pelo dom da vida do Seu Filho, de todos nós e também do irmão que parte.
Por isso , ninguém deverá estranhar o canto num funeral cristão.
Estranhar será não o fazer.
Cantar ajuda a louvar a Deus, é manifestação da nossa Esperança
e até mesmo um alívio para a dor.
4. Ambiente na Igreja
Durante a celebração da Eucaristia Exequial
o caixão deve permanecer fechado:
por razões de higiene e saúde; de espaço, em muitos casos;
de maior atenção à Eucaristia e ao altar;
para, logo após a Missa, seguirmos com o funeral
e continuarmos a oração e o canto até ao cemitério.
Junto do lugar onde está depositado o corpo
coloque-se de preferência, se existir, o círio pascal
– sinal da Páscoa de Cristo.
A transferência do corpo das capelas para a Igreja paroquial
deve ser efectuada com a conveniente antecedência
para que há hora marcada para a celebração das Exéquias
(Eucaristia ou Celebração da Palavra) possam ser iniciadas
em tranquilidade e em clima de oração,
permanecendo-se assim antes, durante
e depois da acção litúrgica.5. As flores
No momento em que se prepara e decorre a celebração da Eucaristia
deve existir um simples e belo arranjo floral – e não flores “a monte”.
Até para não haver “distinção” social das pessoas.
Há Igrejas onde a grande afluência de pessoas
faz com que o espaço seja mais reduzido
e o pólen possa incomodar algumas pessoas.
Alguns dos ramos devem permanecer guardados noutro local ou na carrinha funerária.
O seu exagero e ausência quase podem ser interpretados como sinais de pouca fé.
Quem crê e se assume como cristão sabe que mais do que o gesto exterior das flores,
a melhor maneira de ajudar os falecidos passa pelo bem que fazemos;
pela nossa oração mais intensa; pela nossa conversão e crescimento na fé;
pela nossa comunhão Eucarística e pela caridade fraterna.
(obs: Há terras onde, em vez de flores,
muitos amigos oferecem uma importância em dinheiro,
para ser aplicada em Missas, em esmolas…
É menos visível… "mas o Pai, que vê no segredo, te dará a recompensa”.
Pode ser mais uma alternativa!)
6. Despedida, oração e ambiente no cemitério
Após a última encomendação, na igreja, são de evitar, habitualmente,
palavras de memória e homenagem da família.
A emoção e a força do sentimento, em geral,
não nos deixam com a conveniente lucidez e calma
para falar com dignidade e coerência.A caminho do cemitério a oração e o canto
testemunham a nossa fé na Vida eterna.
De preferência à frente da carrinha, para rezarmos juntos.A despedida final no cemitério deve ser feita depois da oração final.
Procuremos terminar primeiro a oração pelo irmão que sepultamos,
antes de visitar outras campas. É dever de todos os presentes deixar a família em sossego
para em paz fazer a despedida do seu ente querido,
criando assim um ambiente de recolhimento
e não de cumprimentos e de espectáculo.
7. Missas e Acompanhamentos
É um dever de gratidão e caridade continuar a lembrar os nossos
falecidos na oração: seja na oração diária seja em datas mais comemorativas e específicas
(7º dia, 30º dia, aniversário,...) São datas significativas para nós,
não tanto para os nossos falecidos, que já não vivem no tempo de calendário.
São datas de conveniência e tradição para nós
os aniversários semanais, mensais ou anuais,
para melhor recordarmos os nossos defuntos,
para os sufragar a eles e pedir-lhes que eles intercedam por nós.
São um sinal louvável de solidariedade na dor,
e de fé cristã na Vida Eterna, o costume dos "acompanhamentos". S
em sobrevalorizar! Tenhamos presente que o valor espiritual desse gesto
está na oração pelo falecido(a)- e não tanto na mera homenagem/presença.
Além disso, será oportuno "ouvir" a mensagem dos defuntos:
"se vos unis e vindes à missa, por nós, participai e vivei a Eucaristia por vós, enquanto podeis"!
Aprovadas pelo Conselho Pastoral Arciprestal
a 23 de Maio de 2009
na presença de D. Manuel da Rocha Felício,
bispo da Guarda
19 maio 2009
uma simples história... (b)
15 maio 2009
uma simples história... (a)
04 maio 2009
24 abril 2009
Quem é Jesus?
No entanto, a Sua mensagem de paz, justiça e amor constitui a verdadeira filosofia de vida.
Não foi um Escritor
No entanto, o Seu Evangelho e a Sua vida têm inspirado as mais belas obras da literatura mundial.
Não foi um Professor
No entanto, chamavam-Lhe Mestre e ainda hoje os Seus ensinamentos são pontos de referência para os seus discipulos em todo o mundo.
Não foi um Médico
No entanto, curou os enfermos e pela fé no Seu nome muitos têm encontrado alívio para os seus males.
Não foi um Estadista
No entanto, traçou as normas da convivência social, amiga e fraterna entre pessoas, povos, raças e classes sociais e lançou os princípios para uma verdadeira harmonia universal.
Não foi um Rei
No entanto, puseram sobre a cruz o título "Jesus de Nazaré, Rei dos Judeus", porque a verdade é que Ele era descendente do Rei David.
Mas é o Salvador do Mundo
Porque veio buscar e salvar os que se tinham perdido. E ainda hoje Ele é o Caminho, a Verdade e a Vida para todos os que crêem no Seu nome.
Então...
... o que vou fazer para o conhecer melhor?
28 fevereiro 2009
Mensagem de D. Manuel Felício, bispo da Guarda, QUARESMA 2009
“Jesus preparou-se para a Missão rezando e jejuando durante 40 dias e 40 noites (Mt.4,2). Assim nos diz também o que deve ser a nossa
Quaresma: Um tempo forte de renovação pessoal e comunitária, para preparar o encontro vivo com o Ressuscitado, na Páscoa.
A Quaresma é o grande retiro de todo o Povo de Deus. E, enquanto retiro, é tempo de alguma paragem para centrarmos a nossa atenção no essencial da nossa vida de cristãos e também de cidadãos; é tempo de oração mais intensa e de encontro mais frequente com a Palavra de Deus; é tempo de fazer contenção face a excessos de vária ordem para que somos solicitados a todo o momento.
Neste grande retiro de 40 dias, somos chamados a renovar e a aprofundar a nossa Fé. Por isso, a formação cristã há-de estar no centro da nossa vivência da Quaresma. Talvez alguns de nós, durante a parte do ano pastoral já decorrida, ainda não tenham tido oportunidade de iniciar o estudo da III parte do Catecismo da Igreja Católica sobre a Moral do Seguimento de Cristo, que faz parte do nosso programa para o ano pastoral em curso. É bom que aproveitemos bem a Quaresma para ler ou reler o pequeno livro que publicámos com o resumo desta parte do Catecismo; é bom que cada uma das nossas comunidades, durante a Quaresma, encontre formas renovadas para relembrar a todos esta obrigação e ajudar a cumpri-la. Convido, por isso, para que os diferentes programas de formação da fé conduzidos por paróquias ou grupos de paróquias, nesta Quaresma, se orientem preferencialmente para aprofundar a Moral do Seguimento de Cristo. Também eu espero orientar nessa direcção as catequeses quaresmais durante os seis domingos da Quaresma.
Uma outra nota marcante, da nossa tradição diocesana, são os retiros organizados com proximidade à vida dos fiéis. Renovo o convite para que em cada arciprestado haja, nesta Quaresma, pelo menos um retiro aberto, com data e lugar atempadamente marcados e anunciados em todas as respectivas paróquias.
O Santo Padre, na sua mensagem para a Quaresma, convida-nos principalmente a viver o verdadeiro espírito do jejum que nos é recomendado pela disciplina da Igreja. Com a prática do jejum, queremos, antes de mais, dizer a nós mesmos e à sociedade o seguinte: é na relação de dependência amorosa com o Senhor da vida e do mundo que cumprimos a nossa vocação e a nossa missão.
É certo que o jejum também pode ser um bom contributo para a saúde física, para o fortalecimento da auto-disciplina e para a prática da solidariedade com os mais necessitados. Mas o essencial do nosso jejum é libertar-nos interiormente para a relação viva e vital com Cristo Ressuscitado.
Para além do jejum assim entendido, a Quaresma lembra-nos o grave dever da partilha de bens materiais com os mais necessitados.
Costumamos cumprir este dever com a nossa renúncia quaresmal. É costume, todos os anos, indicar um destino concreto para a renúncia quaresmal. O ano passado foi principalmente para as vítimas das grandes cheias que afectaram a vida de milhares moçambicanos. Este ano vamos destiná-la principalmente para apoio à Irmãs da Liga dos Servos de Jesus, que estão, desde há um ano, em Angola, na Diocese de Sumbe, a iniciar um projecto de acção missionária.
Também estamos muito sensibilizados para o número de desempregados que todos os dias cresce nos nossos meios. Por isso, uma parte dessa renúncia vamos destiná-la para ajudar famílias vítimas do desemprego e algumas a viverem situações de pobreza envergonhada. Procuraremos fazê-lo através dos serviços da Caritas implantados no terreno”.
23 fevereiro 2009
I DIA ARCIPRESTAL DA CATEQUESE
O I Dia Arciprestal da Catequese
tem data marcada para
10 de Junho de 2009
e as actividades vão decorrer este ano
no Rochoso entre as 10h30m e as 17h30m.
Brevemente haverá mais notícias acerca da orgnaização do dia.
12 fevereiro 2009
Mensagem de Bento XVI para a Quaresma 2009
No início da Quaresma, que constitui um caminho de treino espiritual mais intenso, a Liturgia propõe-nos três práticas penitenciais muito queridas à tradição bíblica e cristã – a oração, a esmola, o jejum – a fim de nos predispormos para celebrar melhor a Páscoa e deste modo fazer experiência do poder de Deus que, como ouviremos na Vigília pascal, «derrota o mal, lava as culpas, restitui a inocência aos pecadores, a alegria aos aflitos. Dissipa o ódio, domina a insensibilidade dos poderosos, promove a concórdia e a paz» (Hino pascal). Na habitual Mensagem quaresmal, gostaria de reflectir este ano em particular sobre o valor e o sentido do jejum. De facto a Quaresma traz à mente os quarenta dias de jejum vividos pelo Senhor no deserto antes de empreender a sua missão pública. Lemos no Evangelho: «O Espírito conduziu Jesus ao deserto a fim de ser tentado pelo demónio. Jejuou durante quarenta dias e quarenta noites e, por fim, teve fome» (Mt 4, 1-2). Como Moisés antes de receber as Tábuas da Lei (cf. Êx 34, 28), como Elias antes de encontrar o Senhor no monte Oreb (cf. 1 Rs 19, 8), assim Jesus rezando e jejuando se preparou para a sua missão, cujo início foi um duro confronto com o tentador.
Podemos perguntar que valor e que sentido tem para nós, cristãos, privar-nos de algo que seria em si bom e útil para o nosso sustento. As Sagradas Escrituras e toda a tradição cristã ensinam que o jejum é de grande ajuda para evitar o pecado e tudo o que a ele induz. Por isto, na história da salvação é frequente o convite a jejuar. Já nas primeiras páginas da Sagrada Escritura o Senhor comanda que o homem se abstenha de comer o fruto proibido: «Podes comer o fruto de todas as árvores do jardim; mas não comas o da árvore da ciência do bem e do mal, porque, no dia em que o comeres, certamente morrerás» (Gn 2, 16-17). Comentando a ordem divina, São Basílio observa que «o jejum foi ordenado no Paraíso», e «o primeiro mandamento neste sentido foi dado a Adão». Portanto, ele conclui: «O "não comas" e, portanto, a lei do jejum e da abstinência» (cf. Sermo de jejunio: PG 31, 163, 98). Dado que todos estamos estorpecidos pelo pecado e pelas suas consequências, o jejum é-nos oferecido como um meio para restabelecer a amizade com o Senhor. Assim fez Esdras antes da viagem de regresso do exílio à Terra Prometida, convidando o povo reunido a jejuar «para nos humilhar – diz – diante do nosso Deus» (8, 21). O Omnipotente ouviu a sua prece e garantiu os seus favores e a sua protecção. O mesmo fizeram os habitantes de Ninive que, sensíveis ao apelo de Jonas ao arrependimento, proclamaram, como testemunho da sua sinceridade, um jejum dizendo: «Quem sabe se Deus não Se arrependerá, e acalmará o ardor da Sua ira, de modo que não pereçamos?» (3, 9). Também então Deus viu as suas obras e os poupou.
No Novo Testamento, Jesus ressalta a razão profunda do jejum, condenando a atitude dos fariseus, os quais observaram escrupulosamente as prescrições impostas pela lei, mas o seu coração estava distante de Deus. O verdadeiro jejum, repete também noutras partes o Mestre divino, é antes cumprir a vontade do Pai celeste, o qual «vê no oculto, recompensar-te-á» (Mt 6, 18). Ele próprio dá o exemplo respondendo a satanás, no final dos 40 dias transcorridos no deserto, que «nem só de pão vive o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus» (Mt 4, 4). O verdadeiro jejum finaliza-se portanto a comer o «verdadeiro alimento», que é fazer a vontade do Pai (cf. Jo 4, 34). Portanto, se Adão desobedeceu ao mandamento do Senhor «de não comer o fruto da árvore da ciência do bem e do mal», com o jejum o crente deseja submeter-se humildemente a Deus, confiando na sua bondade e misericórdia.
Encontramos a prática do jejum muito presente na primeira comunidade cristã (cf. Act 13, 3; 14, 22; 27, 21; 2 Cor 6, 5). Também os Padres da Igreja falam da força do jejum, capaz de impedir o pecado, de reprimir os desejos do «velho Adão», e de abrir no coração do crente o caminho para Deus. O jejum é também uma prática frequente e recomendada pelos santos de todas as épocas. Escreve São Pedro Crisólogo: «O jejum é a alma da oração e a misericórdia é a vida do jejum, portanto quem reza jejue. Quem jejua tenha misericórdia. Quem, ao pedir, deseja ser atendido, atenda quem a ele se dirige. Quem quer encontrar aberto em seu benefício o coração de Deus não feche o seu a quem o suplica» (Sermo 43; PL 52, 320.332).
Nos nossos dias, a prática do jejum parece ter perdido um pouco do seu valor espiritual e ter adquirido antes, numa cultura marcada pela busca da satisfação material, o valor de uma medida terapêutica para a cura do próprio corpo. Jejuar sem dúvida é bom para o bem-estar, mas para os crentes é em primeiro lugar uma «terapia» para curar tudo o que os impede de se conformarem com a vontade de Deus. Na Constituição apostólica Paenitemini de 1966, o Servo de Deus Paulo VI reconhecia a necessidade de colocar o jejum no contexto da chamada de cada cristão a «não viver mais para si mesmo, mas para aquele que o amou e se entregou a si por ele, e... também a viver pelos irmãos» (Cf. Cap. I). A Quaresma poderia ser uma ocasião oportuna para retomar as normas contidas na citada Constituição apostólica, valorizando o significado autêntico e perene desta antiga prática penitencial, que pode ajudar-nos a mortificar o nosso egoísmo e a abrir o coração ao amor de Deus e do próximo, primeiro e máximo mandamento da nova Lei e compêndio de todo o Evangelho (cf. Mt 22, 34-40).
A prática fiel do jejum contribui ainda para conferir unidade à pessoa, corpo e alma, ajudando-a a evitar o pecado e a crescer na intimidade com o Senhor. Santo Agostinho, que conhecia bem as próprias inclinações negativas e as definia «nó complicado e emaranhado» (Confissões, II, 10.18), no seu tratado A utilidade do jejum, escrevia: «Certamente é um suplício que me inflijo, mas para que Ele me perdoe; castigo-me por mim mesmo para que Ele me ajude, para aprazer aos seus olhos, para alcançar o agrado da sua doçura» (Sermo 400, 3, 3: L 40, 708). Privar-se do sustento material que alimenta o corpo facilita uma ulterior disposição para ouvir Cristo e para se alimentar da sua palavra de salvação. Com o jejum e com a oração permitimos que Ele venha saciar a fome mais profunda que vivemos no nosso íntimo: a fome e a sede de Deus.
Ao mesmo tempo, o jejum ajuda-nos a tomar consciência da situação na qual vivem tantos irmãos nossos. Na sua Primeira Carta São João admoesta: «Aquele que tiver bens deste mundo e vir o seu irmão sofrer necessidade, mas lhe fechar o seu coração, como estará nele o amor de Deus?» (3, 17). Jejuar voluntariamente ajuda-nos a cultivar o estilo do Bom Samaritano, que se inclina e socorre o irmão que sofre (cf. Enc. Deus caritas est, 15). Escolhendo livremente privar-nos de algo para ajudar os outros, mostramos concretamente que o próximo em dificuldade não nos é indiferente. Precisamente para manter viva esta atitude de acolhimento e de atenção para com os irmãos, encorajo as paróquias e todas as outras comunidades a intensificar na Quaresma a prática do jejum pessoal e comunitário, cultivando de igual modo a escuta da Palavra de Deus, a oração e a esmola. Foi este, desde o início o estilo da comunidade cristã, na qual eram feitas colectas especiais (cf. 2 Cor 8-9; Rm 15, 25-27), e os irmãos eram convidados a dar aos pobres quanto, graças ao jejum, tinham poupado (cf. Didascalia Ap., V, 20, 18). Também hoje esta prática deve ser redescoberta e encorajada, sobretudo durante o tempo litúrgico quaresmal.
De quanto disse sobressai com grande clareza que o jejum representa uma prática ascética importante, uma arma espiritual para lutar contra qualquer eventual apego desordenado a nós mesmos. Privar-se voluntariamente do prazer dos alimentos e de outros bens materiais, ajuda o discípulo de Cristo a controlar os apetites da natureza fragilizada pela culpa da origem, cujos efeitos negativos atingem toda a personalidade humana. Exorta oportunamente um antigo hino litúrgico quaresmal: «Utamur ergo parcius, / verbis, cibis et potibus, / somno, iocis et arcitius / perstemus in custodia – Usemos de modo mais sóbrio palavras, alimentos, bebidas, sono e jogos, e permaneçamos mais atentamente vigilantes».
Queridos irmãos e irmãos, considerando bem, o jejum tem como sua finalidade última ajudar cada um de nós, como escrevia o Servo de Deus Papa João Paulo II, a fazer dom total de si a Deus (cf. Enc. Veritatis splendor, 21). A Quaresma seja portanto valorizada em cada família e em cada comunidade cristã para afastar tudo o que distrai o espírito e para intensificar o que alimenta a alma abrindo-a ao amor de Deus e do próximo. Penso em particular num maior compromisso na oração, na lectio divina, no recurso ao Sacramento da Reconciliação e na participação activa na Eucaristia, sobretudo na Santa Missa dominical. Com esta disposição interior entremos no clima penitencial da Quaresma. Acompanhe-nos a Bem-Aventurada Virgem Maria, Causa nostrae laetitiae, e ampare-nos no esforço de libertar o nosso coração da escravidão do pecado para o tornar cada vez mais «tabernáculo vivo de Deus». Com estes votos, ao garantir a minha oração para que cada crente e comunidade eclesial percorra um proveitoso itinerário quaresmal, concedo de coração a todos a Bênção Apostólica.
BENEDICTUS PP. XVI
02 fevereiro 2009
Nova data para o Conselho Arciprestal de Catequese

8 de Fevereiro, Domingo,
pelas 15h00m
no Salão Paroquial do Rochoso.
Até lá, reúnam ideias para a organização do Dia Arciprestal da Catequese, bem como a data em que deverá ser marcado.
Até lá, Feliz semana para todos!
03 janeiro 2009
Conselho Arciprestal de Catequese
Dia 10 de Janeiro, sábado
às 14h30m
Salão Paroquial do Rochoso
Estão convocados os delagados paroquias e todos os catequistas de cada paróquia.
1. Formação nos novos catecismos.
2. Partilha de experiências deste ano pastoral.
3. Organização do Dia Arciprestal da Catequese.
26 dezembro 2008
Uma outra verdade inconveniente...
A Adriana Vaz, que pertence a esta comunidade paroquial, escreveu esta crónica no jornal da sua escola. Fica aqui publicada a partilha que ela fez com os seus colegas e que agora partilha também com todos nós.
Como é que se consegue ser tão tradicional ao ponto de não se ligar ao essencial?
Estamos na véspera de Natal, e nem a propósito! Um desabafo sobre aquilo que antecede e que acompanha uma época que, ao que parece, é tão especial para quase toda a gente! Mas será assim tão especial devido ao verdadeiro significado do Natal? Pois é! Afinal para que serve tanta propaganda antes do dia 25 de Dezembro? É que um mês antes «rebenta» sempre uma verdadeira bomba de publicidade: de brinquedos, de chocolates, de telemóveis, enfim, uma lista interminável de coisas! Mas em todo isto eu só vejo hipocrisia, ainda nem se quer ouvi nem vi o nome “Jesus” neste negro enfeite natalício! Como é possível, certas e determinadas pessoas, servirem-se de um acontecimento como “o nascimento de Jesus”, estando sempre a milhas do seu verdadeiro significado, para fins lucrativos? Uma questão cuja resposta não consigo entender…
É também na véspera Natalícia que nos deparamos sempre com perguntas acerca da dádiva e da oferta de presentes, mas na realidade, são poucos os que sabem por que se dão e por que se recebem presentes no Natal, se lhes perguntarmos corremos o risco de ouvir uma resposta do género: “Por que é tradição!”.
Uma das coisas que me faz confusão é, também, o facto de uma grande parte dos cristãos católicos praticantes (pelo menos é o que dizem ser!) só porem os seus ricos pezinhos na Igreja no dia em que se celebra o nascimento de Jesus Cristo. Impressionante, não é? Eu também pergunto: porquê? Mas tenho noção de que é uma interrogação retórica, já toda a gente sabe a resposta: «Porque é tradição, porque fica bem, porque é um dia diferente, porque há que se mostrar a fatiota nova, porque parece bem!»
Eu não tenho nada a ver com o que este género de pessoas fazem ou deixam de fazer, mas uma coisa é certa, e disto tenho eu a firme certeza: se cada um de nós desse mais valor à essência dos factos, se nos libertássemos do que é habitual, de pensamentos e acções feitas pelos outros, isto é, se fossemos originais e se cortássemos a tradição quando não acreditamos na sua verdadeira razão de ser, seríamos um pouquinho mais felizes.
Desejo que todos os que estão a ler esta crónica tenham um feliz Natal, com tudo de bom, sem me esquecer de lhes desejar muitos presentinhos e sem me esquecer de dizer que fico à espera de que se lembrem, nesta época natalícia, da grande razão de ser de tudo o que se passa à sua volta que remete para a palavra “NATAL”!
Crónica realizada por:
Adriana Vaz
clique na imagem para obter pormenor.jpg)
