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freguesia de Vila Fernando | Arciprestado do Rochoso | Diocese da Guarda
09 julho 2009
04 julho 2009
Normas Pastorais para a Celebração das Exéquias

Comunidades cristãs do Arciprestado do Rochoso
No momento em que algum dos nossos familiares e amigos parte para a eternidade,
muitas vezes não temos grande ocasião de pensar,
e por isso vale a pena ter bem esclarecidos alguns promenores.
1. Lugar da celebração
O espaço próprio da celebração das exéquias com Eucaristia é a Igreja Paroquial.
Ninguém deve estranhar que seja a Igreja Paroquial,
pois as capelas tornam-se demasiado pequenas
para acomodar todos os que acorrem à celebração
e que devem participar activa e dignamente nas celebrações.
A excepção só se verificará nas anexas que têm cemitério próprio.
2. Ofício de Defuntos
Para além da Eucaristia existem outras celebrações litúrgicas que podem ser feitas,
como por exemplo o Ofício de Defuntos.
Nas diferentes alturas do dia (Laudes de manhã e Vésperas de tarde), a
Liturgia das Horas ajuda também na oração por toda a Igreja e pelo irmão que faleceu.
3. O canto
O canto também faz parte da nossa acção de graças a Deus
pelo dom da vida do Seu Filho, de todos nós e também do irmão que parte.
Por isso , ninguém deverá estranhar o canto num funeral cristão.
Estranhar será não o fazer.
Cantar ajuda a louvar a Deus, é manifestação da nossa Esperança
e até mesmo um alívio para a dor.
4. Ambiente na Igreja
Durante a celebração da Eucaristia Exequial
o caixão deve permanecer fechado:
por razões de higiene e saúde; de espaço, em muitos casos;
de maior atenção à Eucaristia e ao altar;
para, logo após a Missa, seguirmos com o funeral
e continuarmos a oração e o canto até ao cemitério.
Junto do lugar onde está depositado o corpo
coloque-se de preferência, se existir, o círio pascal
– sinal da Páscoa de Cristo.
A transferência do corpo das capelas para a Igreja paroquial
deve ser efectuada com a conveniente antecedência
para que há hora marcada para a celebração das Exéquias
(Eucaristia ou Celebração da Palavra) possam ser iniciadas
em tranquilidade e em clima de oração,
permanecendo-se assim antes, durante
e depois da acção litúrgica.5. As flores
No momento em que se prepara e decorre a celebração da Eucaristia
deve existir um simples e belo arranjo floral – e não flores “a monte”.
Até para não haver “distinção” social das pessoas.
Há Igrejas onde a grande afluência de pessoas
faz com que o espaço seja mais reduzido
e o pólen possa incomodar algumas pessoas.
Alguns dos ramos devem permanecer guardados noutro local ou na carrinha funerária.
O seu exagero e ausência quase podem ser interpretados como sinais de pouca fé.
Quem crê e se assume como cristão sabe que mais do que o gesto exterior das flores,
a melhor maneira de ajudar os falecidos passa pelo bem que fazemos;
pela nossa oração mais intensa; pela nossa conversão e crescimento na fé;
pela nossa comunhão Eucarística e pela caridade fraterna.
(obs: Há terras onde, em vez de flores,
muitos amigos oferecem uma importância em dinheiro,
para ser aplicada em Missas, em esmolas…
É menos visível… "mas o Pai, que vê no segredo, te dará a recompensa”.
Pode ser mais uma alternativa!)
6. Despedida, oração e ambiente no cemitério
Após a última encomendação, na igreja, são de evitar, habitualmente,
palavras de memória e homenagem da família.
A emoção e a força do sentimento, em geral,
não nos deixam com a conveniente lucidez e calma
para falar com dignidade e coerência.A caminho do cemitério a oração e o canto
testemunham a nossa fé na Vida eterna.
De preferência à frente da carrinha, para rezarmos juntos.A despedida final no cemitério deve ser feita depois da oração final.
Procuremos terminar primeiro a oração pelo irmão que sepultamos,
antes de visitar outras campas. É dever de todos os presentes deixar a família em sossego
para em paz fazer a despedida do seu ente querido,
criando assim um ambiente de recolhimento
e não de cumprimentos e de espectáculo.
7. Missas e Acompanhamentos
É um dever de gratidão e caridade continuar a lembrar os nossos
falecidos na oração: seja na oração diária seja em datas mais comemorativas e específicas
(7º dia, 30º dia, aniversário,...) São datas significativas para nós,
não tanto para os nossos falecidos, que já não vivem no tempo de calendário.
São datas de conveniência e tradição para nós
os aniversários semanais, mensais ou anuais,
para melhor recordarmos os nossos defuntos,
para os sufragar a eles e pedir-lhes que eles intercedam por nós.
São um sinal louvável de solidariedade na dor,
e de fé cristã na Vida Eterna, o costume dos "acompanhamentos". S
em sobrevalorizar! Tenhamos presente que o valor espiritual desse gesto
está na oração pelo falecido(a)- e não tanto na mera homenagem/presença.
Além disso, será oportuno "ouvir" a mensagem dos defuntos:
"se vos unis e vindes à missa, por nós, participai e vivei a Eucaristia por vós, enquanto podeis"!
Aprovadas pelo Conselho Pastoral Arciprestal
a 23 de Maio de 2009
na presença de D. Manuel da Rocha Felício,
bispo da Guarda
19 maio 2009
uma simples história... (b)
15 maio 2009
uma simples história... (a)
04 maio 2009
24 abril 2009
Quem é Jesus?
No entanto, a Sua mensagem de paz, justiça e amor constitui a verdadeira filosofia de vida.
Não foi um Escritor
No entanto, o Seu Evangelho e a Sua vida têm inspirado as mais belas obras da literatura mundial.
Não foi um Professor
No entanto, chamavam-Lhe Mestre e ainda hoje os Seus ensinamentos são pontos de referência para os seus discipulos em todo o mundo.
Não foi um Médico
No entanto, curou os enfermos e pela fé no Seu nome muitos têm encontrado alívio para os seus males.
Não foi um Estadista
No entanto, traçou as normas da convivência social, amiga e fraterna entre pessoas, povos, raças e classes sociais e lançou os princípios para uma verdadeira harmonia universal.
Não foi um Rei
No entanto, puseram sobre a cruz o título "Jesus de Nazaré, Rei dos Judeus", porque a verdade é que Ele era descendente do Rei David.
Mas é o Salvador do Mundo
Porque veio buscar e salvar os que se tinham perdido. E ainda hoje Ele é o Caminho, a Verdade e a Vida para todos os que crêem no Seu nome.
Então...
... o que vou fazer para o conhecer melhor?
28 fevereiro 2009
Mensagem de D. Manuel Felício, bispo da Guarda, QUARESMA 2009
“Jesus preparou-se para a Missão rezando e jejuando durante 40 dias e 40 noites (Mt.4,2). Assim nos diz também o que deve ser a nossa
Quaresma: Um tempo forte de renovação pessoal e comunitária, para preparar o encontro vivo com o Ressuscitado, na Páscoa.
A Quaresma é o grande retiro de todo o Povo de Deus. E, enquanto retiro, é tempo de alguma paragem para centrarmos a nossa atenção no essencial da nossa vida de cristãos e também de cidadãos; é tempo de oração mais intensa e de encontro mais frequente com a Palavra de Deus; é tempo de fazer contenção face a excessos de vária ordem para que somos solicitados a todo o momento.
Neste grande retiro de 40 dias, somos chamados a renovar e a aprofundar a nossa Fé. Por isso, a formação cristã há-de estar no centro da nossa vivência da Quaresma. Talvez alguns de nós, durante a parte do ano pastoral já decorrida, ainda não tenham tido oportunidade de iniciar o estudo da III parte do Catecismo da Igreja Católica sobre a Moral do Seguimento de Cristo, que faz parte do nosso programa para o ano pastoral em curso. É bom que aproveitemos bem a Quaresma para ler ou reler o pequeno livro que publicámos com o resumo desta parte do Catecismo; é bom que cada uma das nossas comunidades, durante a Quaresma, encontre formas renovadas para relembrar a todos esta obrigação e ajudar a cumpri-la. Convido, por isso, para que os diferentes programas de formação da fé conduzidos por paróquias ou grupos de paróquias, nesta Quaresma, se orientem preferencialmente para aprofundar a Moral do Seguimento de Cristo. Também eu espero orientar nessa direcção as catequeses quaresmais durante os seis domingos da Quaresma.
Uma outra nota marcante, da nossa tradição diocesana, são os retiros organizados com proximidade à vida dos fiéis. Renovo o convite para que em cada arciprestado haja, nesta Quaresma, pelo menos um retiro aberto, com data e lugar atempadamente marcados e anunciados em todas as respectivas paróquias.
O Santo Padre, na sua mensagem para a Quaresma, convida-nos principalmente a viver o verdadeiro espírito do jejum que nos é recomendado pela disciplina da Igreja. Com a prática do jejum, queremos, antes de mais, dizer a nós mesmos e à sociedade o seguinte: é na relação de dependência amorosa com o Senhor da vida e do mundo que cumprimos a nossa vocação e a nossa missão.
É certo que o jejum também pode ser um bom contributo para a saúde física, para o fortalecimento da auto-disciplina e para a prática da solidariedade com os mais necessitados. Mas o essencial do nosso jejum é libertar-nos interiormente para a relação viva e vital com Cristo Ressuscitado.
Para além do jejum assim entendido, a Quaresma lembra-nos o grave dever da partilha de bens materiais com os mais necessitados.
Costumamos cumprir este dever com a nossa renúncia quaresmal. É costume, todos os anos, indicar um destino concreto para a renúncia quaresmal. O ano passado foi principalmente para as vítimas das grandes cheias que afectaram a vida de milhares moçambicanos. Este ano vamos destiná-la principalmente para apoio à Irmãs da Liga dos Servos de Jesus, que estão, desde há um ano, em Angola, na Diocese de Sumbe, a iniciar um projecto de acção missionária.
Também estamos muito sensibilizados para o número de desempregados que todos os dias cresce nos nossos meios. Por isso, uma parte dessa renúncia vamos destiná-la para ajudar famílias vítimas do desemprego e algumas a viverem situações de pobreza envergonhada. Procuraremos fazê-lo através dos serviços da Caritas implantados no terreno”.
23 fevereiro 2009
I DIA ARCIPRESTAL DA CATEQUESE
O I Dia Arciprestal da Catequese
tem data marcada para
10 de Junho de 2009
e as actividades vão decorrer este ano
no Rochoso entre as 10h30m e as 17h30m.
Brevemente haverá mais notícias acerca da orgnaização do dia.
12 fevereiro 2009
Mensagem de Bento XVI para a Quaresma 2009
No início da Quaresma, que constitui um caminho de treino espiritual mais intenso, a Liturgia propõe-nos três práticas penitenciais muito queridas à tradição bíblica e cristã – a oração, a esmola, o jejum – a fim de nos predispormos para celebrar melhor a Páscoa e deste modo fazer experiência do poder de Deus que, como ouviremos na Vigília pascal, «derrota o mal, lava as culpas, restitui a inocência aos pecadores, a alegria aos aflitos. Dissipa o ódio, domina a insensibilidade dos poderosos, promove a concórdia e a paz» (Hino pascal). Na habitual Mensagem quaresmal, gostaria de reflectir este ano em particular sobre o valor e o sentido do jejum. De facto a Quaresma traz à mente os quarenta dias de jejum vividos pelo Senhor no deserto antes de empreender a sua missão pública. Lemos no Evangelho: «O Espírito conduziu Jesus ao deserto a fim de ser tentado pelo demónio. Jejuou durante quarenta dias e quarenta noites e, por fim, teve fome» (Mt 4, 1-2). Como Moisés antes de receber as Tábuas da Lei (cf. Êx 34, 28), como Elias antes de encontrar o Senhor no monte Oreb (cf. 1 Rs 19, 8), assim Jesus rezando e jejuando se preparou para a sua missão, cujo início foi um duro confronto com o tentador.
Podemos perguntar que valor e que sentido tem para nós, cristãos, privar-nos de algo que seria em si bom e útil para o nosso sustento. As Sagradas Escrituras e toda a tradição cristã ensinam que o jejum é de grande ajuda para evitar o pecado e tudo o que a ele induz. Por isto, na história da salvação é frequente o convite a jejuar. Já nas primeiras páginas da Sagrada Escritura o Senhor comanda que o homem se abstenha de comer o fruto proibido: «Podes comer o fruto de todas as árvores do jardim; mas não comas o da árvore da ciência do bem e do mal, porque, no dia em que o comeres, certamente morrerás» (Gn 2, 16-17). Comentando a ordem divina, São Basílio observa que «o jejum foi ordenado no Paraíso», e «o primeiro mandamento neste sentido foi dado a Adão». Portanto, ele conclui: «O "não comas" e, portanto, a lei do jejum e da abstinência» (cf. Sermo de jejunio: PG 31, 163, 98). Dado que todos estamos estorpecidos pelo pecado e pelas suas consequências, o jejum é-nos oferecido como um meio para restabelecer a amizade com o Senhor. Assim fez Esdras antes da viagem de regresso do exílio à Terra Prometida, convidando o povo reunido a jejuar «para nos humilhar – diz – diante do nosso Deus» (8, 21). O Omnipotente ouviu a sua prece e garantiu os seus favores e a sua protecção. O mesmo fizeram os habitantes de Ninive que, sensíveis ao apelo de Jonas ao arrependimento, proclamaram, como testemunho da sua sinceridade, um jejum dizendo: «Quem sabe se Deus não Se arrependerá, e acalmará o ardor da Sua ira, de modo que não pereçamos?» (3, 9). Também então Deus viu as suas obras e os poupou.
No Novo Testamento, Jesus ressalta a razão profunda do jejum, condenando a atitude dos fariseus, os quais observaram escrupulosamente as prescrições impostas pela lei, mas o seu coração estava distante de Deus. O verdadeiro jejum, repete também noutras partes o Mestre divino, é antes cumprir a vontade do Pai celeste, o qual «vê no oculto, recompensar-te-á» (Mt 6, 18). Ele próprio dá o exemplo respondendo a satanás, no final dos 40 dias transcorridos no deserto, que «nem só de pão vive o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus» (Mt 4, 4). O verdadeiro jejum finaliza-se portanto a comer o «verdadeiro alimento», que é fazer a vontade do Pai (cf. Jo 4, 34). Portanto, se Adão desobedeceu ao mandamento do Senhor «de não comer o fruto da árvore da ciência do bem e do mal», com o jejum o crente deseja submeter-se humildemente a Deus, confiando na sua bondade e misericórdia.
Encontramos a prática do jejum muito presente na primeira comunidade cristã (cf. Act 13, 3; 14, 22; 27, 21; 2 Cor 6, 5). Também os Padres da Igreja falam da força do jejum, capaz de impedir o pecado, de reprimir os desejos do «velho Adão», e de abrir no coração do crente o caminho para Deus. O jejum é também uma prática frequente e recomendada pelos santos de todas as épocas. Escreve São Pedro Crisólogo: «O jejum é a alma da oração e a misericórdia é a vida do jejum, portanto quem reza jejue. Quem jejua tenha misericórdia. Quem, ao pedir, deseja ser atendido, atenda quem a ele se dirige. Quem quer encontrar aberto em seu benefício o coração de Deus não feche o seu a quem o suplica» (Sermo 43; PL 52, 320.332).
Nos nossos dias, a prática do jejum parece ter perdido um pouco do seu valor espiritual e ter adquirido antes, numa cultura marcada pela busca da satisfação material, o valor de uma medida terapêutica para a cura do próprio corpo. Jejuar sem dúvida é bom para o bem-estar, mas para os crentes é em primeiro lugar uma «terapia» para curar tudo o que os impede de se conformarem com a vontade de Deus. Na Constituição apostólica Paenitemini de 1966, o Servo de Deus Paulo VI reconhecia a necessidade de colocar o jejum no contexto da chamada de cada cristão a «não viver mais para si mesmo, mas para aquele que o amou e se entregou a si por ele, e... também a viver pelos irmãos» (Cf. Cap. I). A Quaresma poderia ser uma ocasião oportuna para retomar as normas contidas na citada Constituição apostólica, valorizando o significado autêntico e perene desta antiga prática penitencial, que pode ajudar-nos a mortificar o nosso egoísmo e a abrir o coração ao amor de Deus e do próximo, primeiro e máximo mandamento da nova Lei e compêndio de todo o Evangelho (cf. Mt 22, 34-40).
A prática fiel do jejum contribui ainda para conferir unidade à pessoa, corpo e alma, ajudando-a a evitar o pecado e a crescer na intimidade com o Senhor. Santo Agostinho, que conhecia bem as próprias inclinações negativas e as definia «nó complicado e emaranhado» (Confissões, II, 10.18), no seu tratado A utilidade do jejum, escrevia: «Certamente é um suplício que me inflijo, mas para que Ele me perdoe; castigo-me por mim mesmo para que Ele me ajude, para aprazer aos seus olhos, para alcançar o agrado da sua doçura» (Sermo 400, 3, 3: L 40, 708). Privar-se do sustento material que alimenta o corpo facilita uma ulterior disposição para ouvir Cristo e para se alimentar da sua palavra de salvação. Com o jejum e com a oração permitimos que Ele venha saciar a fome mais profunda que vivemos no nosso íntimo: a fome e a sede de Deus.
Ao mesmo tempo, o jejum ajuda-nos a tomar consciência da situação na qual vivem tantos irmãos nossos. Na sua Primeira Carta São João admoesta: «Aquele que tiver bens deste mundo e vir o seu irmão sofrer necessidade, mas lhe fechar o seu coração, como estará nele o amor de Deus?» (3, 17). Jejuar voluntariamente ajuda-nos a cultivar o estilo do Bom Samaritano, que se inclina e socorre o irmão que sofre (cf. Enc. Deus caritas est, 15). Escolhendo livremente privar-nos de algo para ajudar os outros, mostramos concretamente que o próximo em dificuldade não nos é indiferente. Precisamente para manter viva esta atitude de acolhimento e de atenção para com os irmãos, encorajo as paróquias e todas as outras comunidades a intensificar na Quaresma a prática do jejum pessoal e comunitário, cultivando de igual modo a escuta da Palavra de Deus, a oração e a esmola. Foi este, desde o início o estilo da comunidade cristã, na qual eram feitas colectas especiais (cf. 2 Cor 8-9; Rm 15, 25-27), e os irmãos eram convidados a dar aos pobres quanto, graças ao jejum, tinham poupado (cf. Didascalia Ap., V, 20, 18). Também hoje esta prática deve ser redescoberta e encorajada, sobretudo durante o tempo litúrgico quaresmal.
De quanto disse sobressai com grande clareza que o jejum representa uma prática ascética importante, uma arma espiritual para lutar contra qualquer eventual apego desordenado a nós mesmos. Privar-se voluntariamente do prazer dos alimentos e de outros bens materiais, ajuda o discípulo de Cristo a controlar os apetites da natureza fragilizada pela culpa da origem, cujos efeitos negativos atingem toda a personalidade humana. Exorta oportunamente um antigo hino litúrgico quaresmal: «Utamur ergo parcius, / verbis, cibis et potibus, / somno, iocis et arcitius / perstemus in custodia – Usemos de modo mais sóbrio palavras, alimentos, bebidas, sono e jogos, e permaneçamos mais atentamente vigilantes».
Queridos irmãos e irmãos, considerando bem, o jejum tem como sua finalidade última ajudar cada um de nós, como escrevia o Servo de Deus Papa João Paulo II, a fazer dom total de si a Deus (cf. Enc. Veritatis splendor, 21). A Quaresma seja portanto valorizada em cada família e em cada comunidade cristã para afastar tudo o que distrai o espírito e para intensificar o que alimenta a alma abrindo-a ao amor de Deus e do próximo. Penso em particular num maior compromisso na oração, na lectio divina, no recurso ao Sacramento da Reconciliação e na participação activa na Eucaristia, sobretudo na Santa Missa dominical. Com esta disposição interior entremos no clima penitencial da Quaresma. Acompanhe-nos a Bem-Aventurada Virgem Maria, Causa nostrae laetitiae, e ampare-nos no esforço de libertar o nosso coração da escravidão do pecado para o tornar cada vez mais «tabernáculo vivo de Deus». Com estes votos, ao garantir a minha oração para que cada crente e comunidade eclesial percorra um proveitoso itinerário quaresmal, concedo de coração a todos a Bênção Apostólica.
BENEDICTUS PP. XVI
02 fevereiro 2009
Nova data para o Conselho Arciprestal de Catequese

8 de Fevereiro, Domingo,
pelas 15h00m
no Salão Paroquial do Rochoso.
Até lá, reúnam ideias para a organização do Dia Arciprestal da Catequese, bem como a data em que deverá ser marcado.
Até lá, Feliz semana para todos!
03 janeiro 2009
Conselho Arciprestal de Catequese
Dia 10 de Janeiro, sábado
às 14h30m
Salão Paroquial do Rochoso
Estão convocados os delagados paroquias e todos os catequistas de cada paróquia.
1. Formação nos novos catecismos.
2. Partilha de experiências deste ano pastoral.
3. Organização do Dia Arciprestal da Catequese.
26 dezembro 2008
Uma outra verdade inconveniente...
A Adriana Vaz, que pertence a esta comunidade paroquial, escreveu esta crónica no jornal da sua escola. Fica aqui publicada a partilha que ela fez com os seus colegas e que agora partilha também com todos nós.
Como é que se consegue ser tão tradicional ao ponto de não se ligar ao essencial?
Estamos na véspera de Natal, e nem a propósito! Um desabafo sobre aquilo que antecede e que acompanha uma época que, ao que parece, é tão especial para quase toda a gente! Mas será assim tão especial devido ao verdadeiro significado do Natal? Pois é! Afinal para que serve tanta propaganda antes do dia 25 de Dezembro? É que um mês antes «rebenta» sempre uma verdadeira bomba de publicidade: de brinquedos, de chocolates, de telemóveis, enfim, uma lista interminável de coisas! Mas em todo isto eu só vejo hipocrisia, ainda nem se quer ouvi nem vi o nome “Jesus” neste negro enfeite natalício! Como é possível, certas e determinadas pessoas, servirem-se de um acontecimento como “o nascimento de Jesus”, estando sempre a milhas do seu verdadeiro significado, para fins lucrativos? Uma questão cuja resposta não consigo entender…
É também na véspera Natalícia que nos deparamos sempre com perguntas acerca da dádiva e da oferta de presentes, mas na realidade, são poucos os que sabem por que se dão e por que se recebem presentes no Natal, se lhes perguntarmos corremos o risco de ouvir uma resposta do género: “Por que é tradição!”.
Uma das coisas que me faz confusão é, também, o facto de uma grande parte dos cristãos católicos praticantes (pelo menos é o que dizem ser!) só porem os seus ricos pezinhos na Igreja no dia em que se celebra o nascimento de Jesus Cristo. Impressionante, não é? Eu também pergunto: porquê? Mas tenho noção de que é uma interrogação retórica, já toda a gente sabe a resposta: «Porque é tradição, porque fica bem, porque é um dia diferente, porque há que se mostrar a fatiota nova, porque parece bem!»
Eu não tenho nada a ver com o que este género de pessoas fazem ou deixam de fazer, mas uma coisa é certa, e disto tenho eu a firme certeza: se cada um de nós desse mais valor à essência dos factos, se nos libertássemos do que é habitual, de pensamentos e acções feitas pelos outros, isto é, se fossemos originais e se cortássemos a tradição quando não acreditamos na sua verdadeira razão de ser, seríamos um pouquinho mais felizes.
Desejo que todos os que estão a ler esta crónica tenham um feliz Natal, com tudo de bom, sem me esquecer de lhes desejar muitos presentinhos e sem me esquecer de dizer que fico à espera de que se lembrem, nesta época natalícia, da grande razão de ser de tudo o que se passa à sua volta que remete para a palavra “NATAL”!
Crónica realizada por:
Adriana Vaz
18 dezembro 2008
Mensãgem de Natal do Bispo da Guarda

Este Imperador tinha decretado um recenseamento e cada cidadão era obrigado a dirigir-se à sua terra de origem para aí se recensear. Foi o que aconteceu a José, esposo de Maria, que estava para dar à luz.
Por isso, o Menino nasceu nas cercanias de Belém de Judá, fora da cidade, onde não houve lugar para o acolher, numa casa normal. Este Menino foi adorado pelos pastores das redondezas, em nome das gentes pobres e simples e, mais tarde, pelos sábios ou magos, vindos do Oriente guiados por uma Estrela. Estes representam a ciência que investiga os segredos da história e da natureza, para bem da Humanidade; simbolizam também o poder instituído que procura os melhores caminhos para dar rumo certo às populações que lhes estão confiadas.
Jesus nasceu, assim, no coração da pobreza representada pela manjedoira dos animais e no meio dos pobres representados pelos pastores da cercania de Belém. É que Ele veio, de facto, para se colocar ao lado dos pobres e excluídos e para lhes abrir caminhos novos de combate à pobreza e à exclusão. Por isso anunciou uma humanidade nova e um Reino Novo, onde há lugar para todos e onde os últimos são os primeiros.
Esta lição do Natal é a receita de que continuamos a precisar para combater a grave crise social em que estamos mergulhados. De facto cresce o número de pobres e excluídos; aparecem novas formas de pobreza que se manifestam em pessoas, grupos de pessoas e também em regiões desfavorecidas como a nossa. Os sintomas da grave crise que atravessamos são muitos.
São o desemprego e o emprego precário, por causa das condições de inviabilidade que afectam muitas das nossas empresas e desincentivam a criação de outras.
É o analfabetismo, sobretudo entendido como incapacidade generalizada de as pessoas tirarem partido dos conhecimentos adquiridos para entrarem no processo geral do desenvolvimento. Infelizmente existe também marginalidade nos nossos meios; marginalidade ligada a hábitos e a formas de cultura que não se adaptam ao quadro das leis vigentes ou não prevenida através de uma educação bem conduzida.
A solidão, determinada principalmente pelo crescente número de idosos nos nossos meios e a necessidade de seus familiares mais próximos partiram para outras terras à procura das condições de vida que aqui não têm, é outro factor preocupante; uma solidão que cresce também e se prolonga na vida de outras pessoas que se isolam e cortam as relações mais elementares com a família, os amigos e as suas tradições de origem, quase sempre porque lhes são fechadas todas as portas normais de acesso à integração social.
Estas quatro novas formas de pobreza são apenas alguns dos sintomas da realidade social dos nossos meios que estão a pedir medidas eficazes para corrigir o processo de empobrecimento progressivo das nossas gentes.
Fazemos votos para que este Natal toque o coração de todos os responsáveis pela condução da nossa vida social, os que pertencem aos quadros da administração pública central e local e também os que representam a sociedade civil organizada em corpos intermédios. Que a boa e eficaz colaboração de todos leve a luz de Belém ao encontro de todas as pessoas e suas famílias. Assim daremos cumprimento aos votos generalizados de Natal Feliz e Próspero Ano Novo, a que estamos habituados nesta quadra do ano.
Desejo um Santo e Feliz Natal para todos.
Guarda, 16 de Dezembro de 2008
+Manuel R. Felício, Bispo da Guarda
03 dezembro 2008
Porque ir à Igreja?
Um dos frequentadores assíduos da Igreja escreveu para o editor dum jornal e reclamou que não faz sentido ir à Igreja todos os domingos.
"Eu fui à Igreja durante 30 anos", escreveu, " e durante esse tempo eu ouvi uns 1.500 sermões, mas já não consigo lembrar nenhum deles... por isso, penso que estou a perder o meu tempo e os padres desperdiçar o tempo deles ao pregarem!"
"Eu estou casado há 30 anos. Durante este tempo a minha esposa deve ter cozinhado umas 20.000 refeições. Mas eu não me consigo lembrar do cardápio de nenhuma destas 20.000 refeições. Mas uma coisa eu sei ... Todas elas me saciaram e deram-me a força que eu precisava para fazer o meu trabalho. Se a minha esposa não me tivesse preparado estas refeições, eu estaria hoje fisicamente morto. Da mesma maneira, se eu não tivesse ido à Igreja para alimentar a minha fome espiritual, eu hoje estaria morto espiritualmente."
Quando estamos reduzidos a NADA... DEUS está POR CIMA DE TUDO!
22 novembro 2008
NOVENA DA IMACULADA CONCEIÇÃO 2008

30 Novembro, Domingo - 11h45m - Catequistas, crianças, adolescentes e jovens da catequese
01 Dezembro, Segunda-feira - 18h00m - Pároco
02 Dezembro, Terça-feira - 18h00m - Pároco
03 Dezembro, Quarta-feira - 18h00m - Pároco
04 Dezembro, Quinta-feira - 18h00m - Pároco
05 Dezembro, Sexta-feira - 18h00m - Pároco
06 Dezembro, Sábado - 18h00m - Catequistas
07 Dezembro, Domingo - 11h45m - Catequistas, crianças, adolescentes e jovens da catequese
08 Dezembro, SOLENIDADE - 12h15m - EUCARISTIA
10 novembro 2008
Semanda dos Seminários 2008

Estamos na Semana dos Seminários e todos são convidados a ter uma oração mais profunda pelos nossos Seminários Diocesanos (Maior, na Guarda e Menor, no Fundão). No próximo Domingo, 16 de Novembro, o peditório nas Eucaristias reverterá a favor destas casas que preparam os futuros sacerdotes da Diocese e ajudam a fazer um discernimento vocacional mais intenso e profundo.
19 outubro 2008
82.º DIA MISSIONÁRIO MUNDIAL
Espírito Santo,
que desceste sobre os Apóstolos
e os fizeste anunciadores do Evangelho:
derrama os teus dons sobre cada um de nós
e torna-nos sensíveis aos apelos
e às necessidades dos nossos irmãos;
desperta em muitos corações
(crianças, jovens e adultos...)
o ideal missionário;
dá força e coragem a todos quantos
se entregaram totalmente
ao serviço da MISSÃO.
Amen
16 outubro 2008
uma vida...
Ela deu um pulo assim que viu o cirurgião a sair da sala de operações.
Perguntou:
' Como é que está o meu filho? Ele vai ficar bom?
Quando é que eu posso vê-lo?'
O cirurgião respondeu:
'Tenho pena. Fizémos tudo mas o seu filho não resistiu.
Sally perguntou: 'Porque razão é que as crianças pequenas tem cancro? Será que Deus não se preocupa? Aonde estavas Tu, Deus, quando o meu filho necessitava?'
O cirurgião perguntou:
'Quer algum tempo com o seu filho? Uma das enfermeiras irá trazê-lo dentro de alguns minutos e depois será transportado para a Universidade.'
Sally pediu à enfermeira para ficar com ela enquanto se despedia do seu filho. Passou os dedos pelo cabelo ruivo do seu filho.
'Quer um caracol dele?' Perguntou a enfermeira.
Sally abanou a cabeça afirmativamente. A enfermeira cortou o cabelo e colocou-o num saco de plástico, entregando-o a Sally.
'Foi ideia do Jimmy doar o seu corpo à Universidade porque assim talvez pudesse ajudar outra pessoa', disse Sally.
No início eu disse que não, mas o Jimmy respondeu:
'Mãe, eu não vou necessitar do meu corpo depois de morrer. Talvez possa ajudar outro menino a ficar mais um dia com a sua mãe.'
Ela continuou:
'O meu Jimmy tinha um coração de ouro. Estava sempre a pensar nos outros.
Sempre disposto a ajudar, se pudesse.'
Depois de aí ter passado a maior parte dos últimos seis meses, Sally saiu do 'Hospital Children?s Mercy' pela última vez.
Colocou o saco com as coisas do seu filho no banco do carro ao lado dela.
A viagem para casa foi muito difícil. Foi ainda mais difícil entrar na casa vazia. Levou o saco com as coisas do Jimmy, incluindo o cabelo, para o quarto do seu filho.
Começou a colocar os carros e as outras coisas no quarto exactamente nos locais onde ele sempre os teve. Deitou-se na cama dele, agarrou a almofada e chorou até que adormeceu.
Era quase meia-noite quando acordou e ao lado dela estava uma carta.
A carta dizia:
'Querida Mãe,
Sei que vais ter muitas saudades minhas; mas não penses que me vou esquecer de ti, ou que vou deixar de te amar só porque não estou por perto para dizer 'Amo-te'. Eu vou sempre amar-te cada vez mais, Mãe, por cada dia que passe.
Um dia vamos estar juntos de novo. Mas até chegar esse dia, se quiseres adoptar um menino para não ficares tão sozinha, por mim está bem.
Ele pode ficar com o meu quarto e as minhas coisas para brincar. Mas se preferires uma menina, ela talvez não vá gostar das mesmas coisas que nós, rapazes, gostamos. Vais ter que comprar bonecas e outras coisas que as meninas gostam, tu sabes.
Não fiques triste a pensar em mim. Este lugar é mesmo fantástico. Os avós vieram ter comigo assim que eu cheguei para mo mostrar, mas vai demorar muito tempo para eu poder ver tudo. Os anjos são mesmo fixes. Adoro vê-los a voar. E sabes uma coisa? O Jesus não parece nada como se vê nas fotos, embora quando o vi o tenha conhecido logo. Ele levou-me a visitar Deus! E sabes uma coisa? Sentei-me no colo d'Ele e falei com Ele, como se eu fosse uma pessoa importante. Foi quando lhe disse que queria escrever-te esta carta, para te dizer adeus e tudo mais.
Mas eu já sabia que não era permitido. Mas sabes uma coisa Mãe? Deus entregou-me papel e a sua caneta pessoal para eu poder escrever-te esta carta. Acho que Gabriel é o anjo que te vai entregar a carta.
Deus disse para eu responder a uma das perguntas que tu Lhe fizeste, 'Aonde estava Ele quando eu mais precisava ?' Deus disse que estava no mesmo sítio, tal e qual, quando o filho dele, Jesus, foi crucificado. Ele estava presente, tal e qual como está com todos os filhos dele. Mãe, só tu é que consegues ver o que eu escrevi, mais ninguém. As outras pessoas vêm este papel em branco. É mesmo fixe não é? Eu tenho que dar a caneta de volta a Deus para ele poder continuar a escrever no seu Livro da Vida.
Esta noite vou jantar na mesma mesa com Jesus. Tenho a certeza que a comida vai ser boa.
Estava quase a esquecer-me: já não tenho dores, o cancro já se foi embora. Ainda bem porque já não podia mais e Deus também não podia ver-me assim. Foi quando ele enviou o Anjo da Misericórdia para me vir buscar. O anjo disse que eu era uma encomenda especial! O que dizes a isto?'
Assinado com Amor de Deus, Jesus e de Mim.
01 outubro 2008
Conclusões das JORNADAS DE PASTORAL DIOCESANAS

Guarda lembrou legado de D. João de Oliveira Matos e Mons. Joaquim Alves Brás
Nos dias 26 e 27 de Setembro, no Centro Apostólico D. João de Oliveira Matos, na Guarda, reuniram-se duas centenas e meia de cristãos (Sacerdotes, agentes de Pastoral e membros da Liga dos Servos de Jesus e da Família Blasiana) para reflectirem sobre a actualidade dos Servos de Deus, D. João de Oliveira Matos e Mons. Joaquim Alves Brás, e delinear os principais desafios pastorais que dos respectivos carismas se colocam à Igreja Diocesana e às comunidades cristãs. As reuniões de grupo reflectiram e tiraram as seguintes conclusões:
1. Santidade/Baptismo
A vocação à santidade ocupou na vida os Servos de Deus o primeiro lugar na sua vida pessoal e nas Obras por eles fundadas. Quanto a nós, a santidade, a nível comunitário deve promover uma vida de comunhão com Deus mais intensa e, a nível individual, a santidade consiste em viver na graça de Deus, fazendo a Sua vontade e pelo amor ao próximo.
Os Servos de Deus são para nós modelos de oração, escuta da Palavra, humildade e serviço aos mais pobres. Ser santo é fazer do ordinário o extraordinário.
2. Missão dos leigos na Igreja
As paróquias não têm a devida preocupação com a formação cristã dos leigos. Há a preocupação com a iniciação cristã das crianças e, em algumas paróquias, aposta-se na formação cristã dos adultos.
A crise de fé que hoje atravessa a Igreja tem também ter o seu fundamento na falta de formação dos leigos.
É, pois, necessário formar os leigos para, em conjunto com os párocos, assumirem a missão da Igreja. Para isso, é muito importante existirem planos de formação para leigos a nível arciprestal e paroquial. É a hora dos leigos assumirem o seu Baptismo, de se envolverem na vida das suas comunidades e de tomarem iniciativas nos vários campos de apostolado.
3. Eucaristia
Os Servos de Deus colocaram a Eucaristia no centro das suas vidas e das suas
Obras. Este parece-nos ser o maior desafio colocado hoje às nossas comunidades cristãs.
Apesar de termos dado passos muito positivos na formação litúrgica, nota-se ainda a falta de uma formação de base em muitos cristãos sobre o valor da Eucaristia. Torna-se necessário, por isso, uma preparação cuidada da Eucaristia dominical. Deve-se dar uma atenção especial à participação das crianças e dos jovens na Eucaristia. Ao mesmo tempo que formamos as crianças da catequese, devemos também ajudar os pais a participarem mais conscientemente na Missa do Domingo.
4. Virtudes humanas e cristãs
Para superarmos o divórcio entre a fé e a vida, um dos maiores dramas do nosso tempo, devemos inspirar-nos na vida dos Servos de Deus. Eles souberam unir a contemplação e a acção através de um amor intenso aos mais necessitados, vendo neles o próprio Deus. Foram homens de uma grande humanidade manifestada nas virtudes da caridade, da humildade, amor à verdade, da simplicidade e de uma entrega sem reservas a Deus e ao próximo. Para eles o amor a Deus era inseparável do amor ao próximo.
5. Sentir com a Igreja
Sentir com a Igreja é viver numa comunhão intensa com os seus pastores, ajudar a mesma Igreja a renovar-se, a converter o negativo em positivo, a ter a consciência de que a Igreja é a casa comum de todos os baptizados.
Para isso, exige-se disponibilidade na missão da Igreja, ser testemunha de Cristo, viver com simplicidade, empenharmo-nos na vida das paróquias, mostrar que nos amamos à maneira dos primeiros cristãos. O serviço aos mais necessitados (pobres e doentes) deve caracterizar a vida das comunidades cristãs.
Nesta consciência de sermos Igreja não devemos esquecer os que não acreditam ou se afastaram da vida cristã. Eles interpelam-nos a intensificar o nosso testemunho cristão e a descobrirmos caminhos novos de evangelização.
6. Família
Constatamos na nossa sociedade uma mentalidade cada vez mais hostil à família, tal como a entendemos e como a Igreja a defende: “comunidade de vida e de amor”.
É necessário remar contra a corrente através da formação dos noivos e do apoio aos jovens casais. Sentimos as dificuldades das famílias de hoje (emprego, casa própria, educação dos filhos...) e pensamos que as nossas paróquias e demais instituições têm ainda muito a fazer na pastoral familiar.
A família deve ser um dos campos prioritários da nossa acção pastoral. Nela devemos investir os melhores recursos, porque a família está presente em todos os âmbitos da vida da sociedade e da Igreja.
7. Os retiros
Foi unânime a opinião de que os retiros são momentos fortes de encontro com Deus, connosco e com os outros. Os retiros devem ocupar na nossa vida, tal como em D. João e Mons. Brás, um lugar central. Os retiros são momentos de formação, de revisão de vida e de discernimento vocacional, quer em ordem à consagração quer em ordem ao matrimónio. Devíamos intensificar na nossa pastoral os retiros a todo o povo de Deus. Os retiros são um meio eficaz de apostolado e de aprofundamento do mistério de Deus e do homem.
8. Vocações de Consagração
O melhor meio de promoção vocacional é o testemunho alegre e generoso de uma vida entregue ao serviço de Deus. Devemos ajudar as famílias a apreciarem e ajudarem a crescer as vocações de consagração nascidas no seu seio. A catequese das crianças e, sobretudo, a dos jovens, são momentos muito importantes para este despertar vocacional.
A valorização do ministério sacerdotal passa por ver nos sacerdotes “outro Cristo”, colaborarmos com eles nas várias iniciativas de apostolado, rezarmos por eles e reconhecer que o sacerdócio ministerial é constitutivo da missão da Igreja.
O testemunho de entrega e abnegação dos sacerdotes é fundamental para um despertar vocacional nas comunidades cristãs. Eles próprios são, pela sua vida e pela sua palavra, agentes privilegiados desta nova cultura vocacional que é necessário intensificar na vida da Igreja.
9. Catequese e Apostolado
A Palavra de Deus deve ocupar o primeiro lugar na iniciação cristã. A formação a todos os níveis é uma urgência do nosso tempo. A formação supõe, antes de mais, uma vida coerente com o Evangelho e a necessidade de promovermos os mais variados itinerários formativos para todas a idades. Ser apóstolo é constitutivo da vida cristã.
A vida cristã nas paróquias, na formação e na prática da fé, precisa, cada vez mais, do contributo da vida consagrada e dos movimentos laicais, através de uma colaboração recíproca.
Os campos prioritários na vida de apostolado são a família e os jovens.

